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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A TARTARUGA AVIADORA - Por La Fontaine


A TARTARUGA AVIADORA 
Por Lá Fontaine 
Adaptação 
Nicéas Romeo Zanchett 
                    Um certo dia, uma tartaruga encontrou-se com dois patos emigrantes. Ficou horas admirada, ouvindo-lhes contar suas grandes viagens pelo mundo a fora. 
                    Vocês é que são felizes, dizia a tartaruga, suspirando resignadamente. Eu também gostaria de viajar, mas ando muito devagar. 
                     - Por que não nos acompanha? Vamos correr o mundo a três... disse um dos patos. 
                     - Como poderei ir, se não sei nem ao menos andar depressa pelo chão, quanto mais voar por essas alturas e distâncias? 
                     - Podemos ajudá-la, fazendo como os aviadores. Nós seremos os pilotos e você irá como passageira. 
                      - Mas, meus amigos, onde está o avião? 
                      - Não se preocupe. Nós arranjaremos tudo, já! 
                      Pegaram um pau roliço e comprido, e mandaram que a tartaruga se dependurasse nele, com a boca, fortemente. Em seguida cada um  pegou uma das pontas do bastão. E lá se foram pelos ares, batendo as asas compassadamente e levando a feliz tartaruga. 
                     - Segure-se bem, "agarre-se" com força, comadre tartaruga!, gritou um dos patos. A viagem é comprida!... 
                     La da terra, os animais e as pessoas, admiradas, erguiam a cabeça, fixavam bem os olhos; estavam espantados por ver uma tartaruga voando. 
                     - Olhem, olhem, gritam alguns deles, apontando para o céu. Nunca tinha visto uma tartaruga voar! Aquela deve ser a rainha das tartarugas!... 

                    E todos riam gostosamente. 
                    A tartaruga voadora, sentia-se orgulhosa por ser admirada. 
                    - Sou mesmo a rainha, ia respondendo a ingênua tartaruga, mas não chegou a pronunciar nem a primeira silaba, porque, ao abrir a boca, soltou-se do bastão e caiu como um raio, espatifando-se no chão. 
                    Os patos continuaram seu voo, porque é o que mais sabem fazer. E ficaram comentando: 
                     - Da próxima vez que trouxermos alguém que não sabe voar, é melhor providenciarmos um paraquedas. 
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MORAL DA HISTÓRIA: 
          Quando tentamos fazer algo para o qual não estamos preparados, podemos nos dar muito mal. Como se diz: " cada macaco no seu galho". 
Nicéas Romeo Zanchett 
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O LOBINHO SABICHÃO - Por Lá Fontaine.


O LOBINHO SABICHÃO 
Por La Fontaine
                   Um lobo e uma raposa tinham nascido ao mesmo tempo e crescido juntos na floresta. Lá, na cova onde vieram ao mundo, também estudaram juntos as primeiras lições de vida. 
                   Crescidinhos, os dois estudantes quiseram conhecer o mundo. 
                   Caladinhos, às escondidas, sem que os pais nada percebessem, fugiram da toca, correram uma grande distância, afundaram-se na florsta e depois começaram a perambular de mata em mata. 
                   No meio de um campo onde tinham chegado, e que lhes pareceu infinitamente extenso, estava um belo cavalo alto e gordo pastando sossegadamente, sem dar a mínima importância aos dois viajantes. 


                   Estes, quando o viram, pararam estupefatos, sem saber o que fazer. Estavam a ponto de fugir desabaladamente, pois o medo era terrível. 
                   -- Quem será? perguntou, afinal, a raposa, um tanto senhora de si. 
                  O lobinho, que se julgava um sábio, também não sabia. Como não queria confessar sua ignorância, começou a falar entre-dentes, enquanto coçava uma orelha. 
                  - Eu sei, sei muito bem. O seu nome está na ponta da minha língua! É que, no momento, não sou capaz de lembrar-me...
                  - Pois bem, propôs a raposa, o melhor é irmos perguntar-lhe, em vez de ficarmos aqui parados, enquanto a memória está falhando. 
                  Encaminhando-se para perto do cavalo, fez-lhe uma graciosa reverência e perguntou ao desconhecido: 
                  - Ilustrícimo senhor, estes vossos humildes servidores desejam saber qual o vosso nome?
                  O interpelado, a quem aqueles intrusos estavam aborrecendo, respondeu atravessadamente: 
                  - Meu nome está escrito nas minhas ferraduras. Se quiserem sabê-lo, leiam! E ergueu uma pata traseira. 

                  A raposa, muito finória, desculpou-se, dizendo que era ainda muito criança e não sabia ler bem; enquanto que o lobinho, querendo aproveitar a oportunidade para exibir-se vaidosamente diante daquele soberbo animal, foi depressa ler o nome na ferradura. 

                  O cavalo deu-lhe, então, um valente coice, atirando-o longe.

                   - Ai... ai... ai... gritou o bichinho, cheio de dores, mas ainda capaz de correr e fugir. 
                  A raposa, correndo a seu lado, perguntou-lhe zombateira: 
                  - Esta lição você ainda não tinha estudado? 
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MORAL DA HISTÓRIA - A soberba pode nos levar a situações perigosas. Portanto, nunca devemos fingir conhecer o que, de fato, desconhecemos apenas para satisfazer nosso orgulho.
Nicéas Romeo Zanchett 
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sábado, 25 de maio de 2013

O LEÃO E O BURRO VÃO À CAÇA


O LEÃO E O BURRO VÃO À CAÇA 
La Fontaine 
                Certo dia, um leão pensou em ir à caça e, para desentocar os animais, fez-se acompanhar por um burro, ao qual ordenou que ficasse escondido na moita, a zurrar. Os bichos da floresta, apavorados com aquela voz insólita, fugiram e foram cair nas garras do leão. O burro atribuiu, então, todo o mérito da caçada a si, mas o leão lhe respondeu: "Eu também me espantaria com seu zurro,  se não conhecesse você e sua raça."


MORAL DA HISTÓRIA
   Muitas vezes nos deixamos levar pelas aparências. 
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Pesquisa e postagem Nicéas Romeo Zanchett 
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